Não, não fiz uma boa viagem.
Tive que ter muito autocontrole pra não ficar chorando o tempo todo naquele vôo. Primeiro, por causa da despedida que foi horrível (e ainda não me recuperei dela). Minha família ainda não saiu da minha cabeça. Segundo, porque tinham uns turcos falando alto e andando pelo avião inteiro. Terceiro, pq eu simplesmente não consegui dormir NEM UM MINUTO.
A poltrona recostava menos do que a do frescão Valqueire x Castelo que eu pegava todo dia, juro. Bebi duas garrafinhas de vinho, li 2 revistas, comecei a ver um filme, fiquei com muito sono mas não dormi. Não sei se vcs sabem, mas é uma tortura ficar num avião morrendo de sono numa poltrona bizarra sem dormir...
Depois do jantar (bem bom por sinal, uma carne ótima com arroz de açafrão), a brasileira que estava sentada atrás de mim começou a chamar os comissários de bordo e reclamar de alguma coisa. Tirei o fone de ouvido pra saber o que era: o gringo sentado atrás dela tinha vomitado (pq estava bêbado) e limpado com o casaco dela. Tenso! Sorte que os comissários têm um negócio de limpeza que não deixa ficar cheiro nenhum.
Passei a madrugada inteira com dor nos joelhos e na coluna, de tão ruim que é a poltrona. Chegou de manhã e eu achava que não fosse aguentar mais. Além disso, eu estava completamente enjoada. Foi um inferninho.
Quando finalmente o avião chegou aqui em Paris e eu pude enfim andar, me perdi lá dentro nas imigrações da vida por um tempo considerável. Quando eu cheguei pra pegar a minha mala, todas as pessoas do meu vôo já tinham ido embora e só restou a minha mala vermelha rodando. Até ri na hora.
Graças a Deus não precisei procurar taxi: saí exatamente em frente à fila! Meu taxista foi um fofo, simpático demais. Fiquei falando metade em ingles e metade em francês com ele. Cheguei dizendo que não sabia falar francês e ele me respondeu: "mas como assim você não sabe falar? você não tá falando comigo e me entendendo? claro que você sabe! de pouquinho em pouquinho você vai acabar falando muito!". Fofo, né?
Pena que o caminho não foi tão fofo: teve um acidente na estrada que liga o aeroporto a Paris, então demorei mais que o dobro do tempo pra chegar aqui, no apartamento que a Duda tá morando. Vocês imaginem: eu, toda pilhada da adrenalina de chegar sozinha aqui, com saudade, sem dormir, querendo desesperadamente chegar em casa e ainda tendo que encarar o maior trânsito do mundo!
Mas, apesar dos pesares, cheguei bem. Saí com a Duda pra encontrar uns amigos dela brasileiros que tão aqui, tentei almoçar um sanduíche mas ele era gigante, compramos coisas pra casa e eu dormi. Acordei agora, ainda cansada, ainda com saudade.
Preciso de muita força e trabalho psicológico ainda. Tá só começando...
Fala "Iva".
ResponderExcluirAcabei de ler seu texto e tentei imaginar o que você contou.
Beijão, e força!
Isso filha!!! Tudo vai se acomodar. a saudade vai bater é claro, mas Paris, com certeza vai te fazer um bem enorme!!
ResponderExcluirPensa... só sente saudade quem ama!!
te amo!
coisas bizarras de viagem,mas nada que possa tirar a tranquilidade.essa passou.ia fazer uma piadinha mas acho que os críticos de plantão iam encher o saco. bjs.vai com tudo.
ResponderExcluirMinha Bíbiiiiii! Turcos malditos te encomodaram, é? kkkkkkkkk
ResponderExcluirQue bom que vc está em terra firme, sua mãe me ligou no exato momento em que peguei o tel pra ligar pra ela atrás de notícias suas! Afinal, fui dormir por volta das três o tempo inteiro pensando em como vc estava dentro daquele avião, encarando intermináveis 11 horas, sei lá, senti que não estava tudo muito bem, mas... Passou e é isso que importa!
Força na peruca, afinal meu bem, vc está em Paris!
Amo tu!!!